Conheça o “Armário Coletivo” de Floripa – A incrível cultura do compartilhamento

Sempre lançamos os olhares para iniciativas incríveis em outros países, mas muitas vezes acabam passando despercebidas aquelas que acontecem aqui em “nosso quintal”, uma delas é o Armário Coletivo que nasceu em Florianópolis e que  através deste post convidados você para conhecer e compartilhar também!

“Deixe aqui o que você não usa mais, mas que pode servir para outros”. Foi com esse convite que a artesã Carina Zagonel iniciou o Armário Coletivo, uma iniciativa que estimula a economia compartilhada e colaborativa.

Carina Zagonel – Idealizadora do Armário Coletivo Floripa

Tudo começou há três anos, quando pegou um par de tênis usado e deixou na esquina de casa, no bairro Vargem Pequena, no Norte da Ilha de SC, junto com a placa “Deixe aqui o que você não usa mais, mas que pode servir para outros”.  Para surpresa de Carina, o calçado sumiu em menos de uma hora e outros objetos começaram a aparecer na calçada. Foi assim que surgiu a ideia de construir um armário, espaço para compartilhar roupas, ferramentas, mudas de plantas, brinquedos e outros objetos com a comunidade. Hoje o Armário Coletivo é uma ação de intervenção urbana, que utiliza armários para transformar espaços públicos e criar novos hábitos de consumo entre pessoas. Eles são instalados em diversos bairros de Florianópolis. A missão é ter um espaço em cada bairro da cidade.

Hoje são 12 armários espalhados na capital catarinense. Juntos, eles recebem cerca de 360 objetos por dia, uma média de 30 itens em cada um, com grande rotatividade. Geram uma economia de cerca de R$ 9 mil por mês em cada armário, através dos compartilhamentos. “As pessoas estão se dando conta da economia que acontece quando estamos dispostos a viver uma nova cultura, um novo jeito de agir”, conta Carina. O Armário Coletivo do Bairro Vargem Pequena, que está na rua há 3 anos, gerou mais de 7.500 compartilhamentos.

 

Sustentabilidade do Armário Coletivo

Os armários são feitos com reuso de materiais como madeira de demolição e, contam com a participação de alunos de Design de Produto do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) para a criação e construção. “Esta é uma importante parceria, pois transformamos a potência dos recursos de uma universidade, tanto de equipamentos quanto de pessoas, em prol do bem comum, trazendo retorno para a sociedade. Criamos a oportunidade dos alunos criarem algo real que vai pra rua, produzido a partir de materiais descartados. Um novo olhar pra essa turma que vai entrar no mercado de trabalho”, explica Carina. Assim, todos os Armários Coletivos são diferentes, o material é que manda no design.

 

 

Toda a Sociedade Participa

Quando os Armários chegam nas praças, contam com a ajuda da comunidade para receber o mais novo morador do bairro e para ajudar na transformação do entorno onde ficará o Armário  coletivo. “Usamos arte e criatividade, pintamos bancos, produzimos plaquinhas e falamos da cultura do compartilhamento, deixando ao público do Armário um legado de carinho, oportunidade de acesso e cuidado, de pessoas para pessoas”.
A iniciativa foi contemplada pelo edital do Programa de Apoio a Projetos (PAP) da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) e recebeu o Prêmio IGK, do Instituto Guga Kuerten, na categoria Mobilização Comunitária, no ano de 2017.

 

Como funciona?

O armário é um espaço que convida as pessoas a deixarem coisas que elas já não usam mais, como roupas, sapatos, brinquedos, objetos domésticos, livros, coisas em bom estado, disponíveis para serem reutilizadas por outras pessoas. Assim estimula na prática os novos modelos de economia: colaborativa, compartilhada e circular.
Quer saber mais? Acesse o Guia de Uso do Armário Coletivo

 

Qual a finalidade?

A ideia é fazer com que as pessoas pensem no depois das coisas que adquiriram. A proposta é compartilhar e criar
uma nova cultura de consumo que envolve compartilhamento, troca e reaproveitamento, a lém do acolhimento,
carinho e afeto que causa nas pessoas.

Intervenção urbana para estimular a cultura compartilhada e colaborativa, um novo olhar para cidade.

Empreendedora e artista do Atelier de Ideias há 20 anos, Carina já tem a sustentabilidade como filosofia de vida.
“O meu estilo de vida tem total sinergia com o conceito do armário. Nós produzimos arte fazendo uso da matéria-prima de reuso, retiramos coisas incríveis das ruas. Nos damos conta que as pessoas não sabem o que fazer com tudo que adquiriram durante a vida. Eu vejo os resíduos de outra forma e sei que com criatividade podemos transformar tudo”.

 

Aqui estamos nós da Rust Miner prestigiando a inauguração de um dos Armários coletivos, no bairro Rio Tavares em Florianópolis

Léo Begin (Rust Miner), Albano Bernardes e Carina Zagonel (as mãos e mentes por traz do Armário Coletivo, Raphael Fagiolo (Rust Miner), Douglas Morsch (Rust Miner)

Como apoiar?

Você pode apoiar participando da causa, deixando no Armário o que você não utiliza mais e está em bom estado, organizando e fazendo a triagem dos produtos nos Armários, bem como retirando o que você considerar que seja útil para você ou encaminhando para outros. Outras formas de apoio podem ser consultadas diretamente com a equipe do Armário Coletivo. Entre em contato no e-mail: armariocoletivo@gmail.com.

Fique por dentro de tudo o que acontece no dia a dia do projeto, seguindo e interagindo com a iniciativa nas redes sociaisFacebook – Instagram

Site: https://www.armariocoletivo.com.br/

 

 

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