Joias na história da humanidade, muito mais que apenas enfeitar-se

Suas jóias e acessórios são formas de expressão de sua personalidade, crença e estilo. Já pensou sobre isso? 

O nosso desejo de usar joias, acessórios / ornamentos está fortemente ligado à história da humanidade, desde a pré-história com ornamentos feitos com ossos, pedras, dentes conchas e metais até atualmente com a joalheira contemporânea  a humanidade sempre sentiu necessidades de se enfeitar.

Os adornos durante toda a história, além de embelezar, revelar um estilo, tinham e tem um papel de status e poder e espiritualidade.

Para entender nossa paixão por joias, vamos fazer uma viagem no tempo

Diferentemente das roupas e calçados que tiveram sua origem para proteger o corpo do clima e facilitar o deslocamento do homem primitivo em suas jornadas, os ornamentos: jóias e acessórios desde a Pré-História eram elementos utilizados como talismãs, símbolos místicos e também de status e poder.

Os registros mais antigos de ornamentos para o corpo são do Paleolítico, os humanos daquela época usavam pedras, conchas e outros materiais na confecção de suas joias / talismãs.

Arqueólogos noruegueses encontraram em uma caverna em Blombos na África do Sul, as joias mais antigas da humanidade, Trata-se de pequenas conchas, que foram selecionadas e perfuradas há cerca de 75 mil anos para formar um colar, provavelmente usado como ornamento.

De acordo com Christopher Henshilwood, da Universidade de Bergen, na Noruega, chefe dos arqueólogos na região, a descoberta reforça a tese de que comportamentos associados aos povos modernos, como o uso de joias e outros objetos carregados de simbolismo, desenvolveram-se gradualmente durante Idade da Pedra.

Egito e Grécia

Os Egípcios eram fascinados pelo brilho do ouro, e começaram a usar este metal precisos para produzir suas jóias. Os gregos mesclavam ouro, prata e marfim na produção de ornamentos mais delicados modelando rostos, flores, folhas e símbolos animais em suas criações.

 Enquanto isso, os gregos mesclavam a delicadeza do seu estilo com detalhes orientais, modelavam rostos, flores , folhas e símbolos animais em ouro, prata e marfim.

Joias vindas do espaço

Recentemente cientistas descobriram que as contas (três contas no centro da foto) de um colar do Egito antigo foram feitas com minério vindo do espaço, um colar de mais de 5 mil anos com nove pequenas esferas de ferro, que faziam parte de um colar da época do Egito antigo, não foram retiradas de rochas terrestres de minério de ferro, como se supunha. Elas têm sua origem no espaço sideral. Cientistas da University College London descobriram que o material foi retirado de pedaços de meteoritos.

O formato das contas foi obtido por técnicas de metalurgia e rolagem, mais provavelmente envolvendo múltiplos ciclos de marteladas, e não por técnicas tradicionais usadas para esculpir e perfurar.


Vikings: as joias como símbolos de fé e status social

Os Vikings, eram excelentes ourives e artesões. A elaboração de suas joias em grande maioria feitas de ouro e prata, e  eram inspiradas em suas crenças, através da representação de seus diversos deuses, Odin o deus mais importante da mitologia nórdica era frequentemente representando.

Para os Vikings os ornamentos tinham a função de proteção, trazer sorte, sabedoria e fertilidade. Suas joias eram feitas geralmente em ouro e prata.

 Além da proteção e  uso das joias era também uma forma de diferenciar as castas sociais da cultura Viking: pessoas mais influentes usavam ouro e prata, o bronze por quem tinham menos prestigio


Idade Média

Na Idade Média a igreja “representante de Deus na Terra” tinha poderes ilimitados, e a religião passou a influenciar fortemente a arte, e consequentemente a produção de joias, o que pode ser percebido em peças com arabescos em filigrana de ouro, bem como o uso de esmeraldas, diamante, pérolas, rubis, safiras, turquesas e topázios.


O Império Bizantino

O IMPÉRIO BIZANTINO se destacava por suas joias. Depois da época iconoclasta (de 730 a 787 e 813 a 834), que proibia o culto às imagens foi inventado o ouro fundido com o vidro esmaltado, uma técnica que logo se tornou sua especialidade. Com o domínio  do Império  conquistando vastos territórios, a joalheria da época foi fortemente influenciada pelo seu estilo.

Renascença

Já no período Renascentista a igreja perdeu seu domínio sobre o financiamento sobre a joalheria para a burguesia, e então o ofício de ourives, assim como aconteceu com a pintura, ganhou status de arte.

No final do século 14, o ourives cede lugar ao joalheiro, que introduziria novas modas, com desenhos elegantes e poéticos, flertando com temas da natureza para seus camafeus.

Joalheria contemporânea

A joalheria contemporânea permite-se experimentar, através do design e da combinação de elementos outrora inimagináveis são bem aceitos e valorizados: tecidos, fibras naturais, porcelana, folhas e o reuso de materiais combinados ou não com metais nobres se transformam em objetos de adornos cheios de simbolismo, significado e história. Porém o objetivo é ainda o mesmo desde as civilizações pré-históricas: se enfeitar, expressar nossa personalidade, estilo, bem como nossas crenças e ideologias. Uma joia,

acessório / ornamento revela para o mundo muito sobre nossa personalidade.

Nós da Rust Miner, utilizamos materiais “exóticos” e uma proposta sustentável em nossas criações: através da reutilização de materiais descartados e ou que seriam descartados, criamos peças únicas, cheias de história e significado, que são utilizadas por nosso público como amuletos para marcar um momento especial, para expressar o estilo pessoal, bem como para presentear.

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E você já parou para pensar sobre sua relação com suas joias? Tem alguma peça com significado e história especial? Conte pra nós nos comentários. Aproveite para compartilhar este artigo com seus amigos que possam curtir também

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Um comentário sobre “Joias na história da humanidade, muito mais que apenas enfeitar-se

  1. Muito além de apenas combinar o acessório com a roupa, as jóias são itens indispensáveis para construção da personalidade. Ótimo texto!

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